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CBH Médio Paraíba do Sul recebe representantes do INEA

30 de novembro de 2011

CBH Médio Paraíba do Sul recebe representantes do INEA

O Auditório do Colégio Walter Franklin, no município de Três Rios/RJ, recebeu no dia 20 de setembro de 2011 a 3ª Reunião Ordinária da Plenária do Comitê da Bacia Hidrográfica do Médio Paraíba do Sul. Na ocasião, além de terem sido tomadas importantes decisões referentes a investimentos na bacia, o Comitê recebeu a senhora Silvia Carneira dos Santos, do Instituto Estadual do Ambiente (INEA), para fazer uma apresentação de como se dá o processo de licenciamento ambiental, na esfera estadual, para a instalação de Pequenas

Centrais Hidroelétricas – PCHs. As PCHs, são usinas de geração de energia hidroelétrica a fio d’água de pequeno porte, podendo gerar até 30 mW de potência e alagar, no máximo, uma área de 3 km².

Em seguida, o senhor, José Roberto Araújo, mais conhecido como “Zé do Peixe”, também do INEA (SUP- VR), apresentou o trabalho de monitoramento dos peixes (ictiofauna) dos rios da bacia do Paraíba do Sul, desenvolvido pelo INEA – SUP VR, e os impactos que este vem sofrendo em consequência das ações do homem.

Um dos principais impactos à ictiofauna apontado, se refere ao barramento do leito do rio para geração de energia. Neste ponto o senhor José Roberto destacou que na bacia do Paraíba do Sul, os maiores rios como o Paraibuna, o Muriaé, o Pomba, o Piabanha, e o Grande, assim como o próprio Paraíba do Sul, possuem barragens para geração de energia, e desta forma impedem a migração dos peixes ao longo do seu leito durante a piracema, inviabilizando a reprodução destes e consequentemente comprometendo a perpetuidade dessas espécies. Sendo assim, o senhor José Roberto alertou para o desastre que pode ser a implantação de PCHs ao longo do Rio Preto, último dos grandes rios da bacia que ainda não possui barragens, e único local onde ainda podem ser encontradas algumas espécies de peixe como o Surubi do Paraíba e a Pirapitinga. Segundo o palestrante, as soluções, como escadas para peixe, que vem sendo propostas para contornar o problema da interrupção do leito do rio não são eficazes. E este sugeriu ainda, que os estudos de impacto que são realizados para licenciamento de PCHs, ou outras usinas hidroelétricas, devam estudar os impactos de forma integrada, considerando todos os empreendimentos instalados e em instalação, e a consequência sinérgica de seus impactos.